Explosões deixam mortos na Maratona de Boston
A identidade da terceira vítima das explosões na Maratona de Boston foi descoberta: uma jovem chinesa, que estudava estatística e queria trabalhar com economia.
Outra história que comove o mundo é a do menino Martin Richard, de oito anos, a vítima mais jovem. Como tantas crianças dessa idade, ele gostava de esportes: basquete, beisebol, "soccer", como os americanos chamam o futebol.
Nossos repórteres foram à casa onde ele morava e encontraram um bairro de luto. As bandeiras estão a meio mastro na escola onde Martin Richard estudava. O menino de oito anos que morreu no atentado da maratona de Boston virou um símbolo da tragédia.
Em uma foto, tirada ano passado, ele aparece segurando um cartaz com a frase: "Chega de machucar as pessoas. Paz". A casa da família em Dorchester, bairro de Boston, está fechada e é vigiada pela polícia. Na calçada, borboletas e uma estrela desenhadas com giz.
A família estava junta quando houve a explosão a maratona. A irmã mais nova de Martin perdeu uma perna. A mãe está internada com uma lesão cerebral. O pai e o irmão mais velho não se feriram.
Um amigo da família contou a um jornal local que eles assistiram metade da maratona em um ponto bem longe do local das explosões. Foram tomar um sorvete e decidiram mostrar aos filhos os corredores cruzando a linha de chegada. Quinze minutos depois, as bombas explodiram.
Rezando e cantando pelos que morreram e pelos que ainda se recuperam nos hospitais, os moradores de Boston pediram paz e refletiram sobre a tragédia. Depois, a vigília saiu da igreja, e foi para a praça central - Boston Common - o coração da cidade agora virou um lugar de luto.
Na universidade de Boston, a comoção é visível. Uma das vítimas é uma jovem chinesa que estudava estatística na universidade e, segundo os amigos, sonhava com uma carreira em economia. Ela foi identificada - não oficialmente - como "Lu Lingzi".
"Não posso imaginar como os pais dela estão aguentando a notícia. Muito triste" - disse um estudante. Krystel Campbel estava com amigos assistindo a maratona quando a bomba explodiu. A mãe não segurou a emoção ao falar da filha de 29 anos que morreu na tragédia. "Todos que a conheciam, a amavam. Não podia ter tido uma filha melhor".
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