Namorado é suspeito de agredir jovem com traumatismo craniano
A virada do ano foi traumática para uma jovem de 18 anos. Ela começou 2014 com quatro fraturas no rosto, duas no maxilar e duas abaixo do olho direito. Para a família de Giovanna Nantes Tresse de Oliveira, o principal suspeito da agressão é o namorado Matheus George Tannous, 19 anos. Para o pai do rapaz, o médico Michel Georges Tannous, os jovens se amam e o acidente foi causado por excesso de bebida.
De acordo a Polícia Civil, o “fato” ocorreu na madrugada do dia 1º de janeiro de 2014, por volta de meia-noite e meia, em um edifício na Rua São Paulo, na Vila Gomes. Os dois estavam sozinhos no apartamento, que é da mãe de Giovanna
Matheus relatou à polícia que a namorada teria caído e batido o rosto no chão, após uma discussão. Ele afirmou que os dois tinham bebido para comemorar o Ano Novo e que a jovem teria ficado depressiva.
O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamado para atender o caso e encontrou a vítima inconsciente e gravemente ferida. Giovanna estava com traumatismo craniano e foi levada, entubada, para a Santa Casa.
Policiais militares também atenderam a ocorrência e vistoriaram o apartamento, que não tinha evidências de luta corporal. Só havia sangue no lugar em que Giovanna teria caído. No entanto, ainda conforme a Polícia Civil, o jovem Matheus estava com o corpo coberto pelo sangue da vítima.
O registro policial ainda informa que Matheus ligou para o porteiro pedindo ajuda. Os primeiros socorros foram prestados por um médico que também mora no edifício.
Para a mãe de Giovanna, Janaína Nantes Tresse, a vítima foi vítima de agressão. Ela afirma no boletim de ocorrências que a menina estava com o corpo tomado por hematomas, além das quatro fraturas no rosto.
Desdobramentos – O pai da vítima, Luiz Carlos de Oliveira, 45, prefere não fazer nenhuma afirmação precipitada. Em conversa com a reportagem do Campo Grande News, ele afirma que “tudo indica que foi agressão”.
“Aquilo não é sequela de tombo não. Mas temos que esperar exames do corpo delito do IMOL (Instituto Médico e Odontológico Legal) para saber o que aconteceu”, diz.
Ele lembrou que logo após a virada do ano recebeu uma ligação de Matheus. “Ele estava chorando e dizendo que a Giovanna tinha caído”, conta.
O representante comercial ainda destacou que sempre foi a favor do namoro entre os jovens. “Ele sempre se mostrou amigo e gentil. Isso está muito estranho”, pensa.

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